Diagnosticar uma queda de cabelo pode parecer algo simples. Há pessoas que acreditam que bastam algumas informações simples, uma passada rápida de olhos pelos fios e couro cabeludo e um receituário poderá ser elaborado. Além de ser ineficaz, este tipo de conduta proporciona um elevado índice de erro diagnóstico e consequentemente uma inadequação na escolha do melhor tratamento.
Nos últimos anos temos nos dedicado muito no oferecimento de métodos e técnicas que possam ajudar aos pacientes e trazer os devidos esclarecimentos diagnósticos. Isto permite que nosso índice de acerto fique cada vez mais elevado e, consequentemente, o grau de satisfação frente ao tratamento se eleve.
Mais do que novas técnicas de tratamento, acertar o diagnóstico faz com que possamos otimizar os tratamentos existentes. Com isto passamos a utiliza-los de forma mais efetiva e conseguimos tirar melhores resultados de métodos que, quando mal orientados, estavam produzindo respostas insatisfatórias.
Há tempos nossa clínica vem trabalhando com tricograma, método que utiliza da técnica de obter amostras de cabelos de uma determinada região do couro cabeludo através de uma tração dos fios em questão e avaliar seus bulbos no microscópio óptico. Este excelente exame nos permite que saibamos sobre o percentual de cabelos em queda comparado com os que estão na fase de crescimento. Logo, nos permite ver a gravidade do quadro e se o paciente está evoluindo no tratamento proposto. Infelizmente trata-se de um método dolorido e desconfortável de se fazer.
A dermoscopia de couro cabeludo é o exame que realizamos de rotina em todas as consulta. Indolor, o método nos dá uma ideia geral sobre o couro cabeludo do paciente e a saúde de seus cabelos. Entendo que para o dia a dia é o melhor exame de imagem e aquele que mostra de maneira mais ampla o couro cabeludo e os cabelos do paciente na medida que se segue o tratamento.
Recentemente adquirimos o sistema de diagnóstico conhecido como Trichoscan. Não é um exame para ser feito a cada consulta, mas para que façamos no começo do tratamento e de 4 em 4 meses após o mesmo ter sido iniciado.
Tenho um carinho especial pelo Trichoscan porque o exame é muito diferente do tricograma e da dermoscopia. Isto porque se baseia em imagens fotográficas dos cabelos do paciente que são analisadas por um software. Este diferencial torna o exame extremamente fidedigno no que diz respeito a fornecer informações sobre a relação entre os cabelos que estão em crescimento e os que estão em fase de queda, informa sobre a densidade de cabelos por área (fios/cm2), e sobre a espessura dos mesmo (dado importante num tratamento capilar visto que se a espessura dos fios aumenta é porque o tratamento está promovendo o efeito desejado).
Com a chegada do Trichoscan ao dia a dia da clínica de tricologia o diagnóstico e o acompanhamento do paciente que sofre de queda de cabelo acabará se tornando mais completo. A eficiência do método e o registro de informações que o software pode oferecer ao avaliar as fotos realizadas para o exame facilitarão a vida do médico para que os tratamento se tornem mais efetivos e satisfatórios para médico e pacientes.
Dr Ademir Júnior - Médico Tricologista - CRM-SP: 92.693
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