Textos e Mídia

Novos tratamentos para a queda de cabelos surgem na medida que se conhece mais sobre a relação entre o cérebro e os folículos pilosos
25/08/2010

É comum observarmos um aumento significativo dos conhecimentos sobre a ciência que estuda os cabelos. Creio que ainda estamos muito longe de descobrir toda a verdade mas muitas explicações surgiram recentemente e nos ajudam a entendem o fato de que as quedas capilares podem ser motivadas por um ou mais motivos.

Dentre os diversos modelos que explicam a queda capilar aquele que relaciona o sistema nervoso e a queda de cabelos torna-se cada vez mais claro. Isto porque os folículos pilosos são alvos de substâncias químicas que são produzidas pelo sistema nervoso, assim como são capazes de produzir outras substâncias químicas que respondem ao sistema nervoso. Concluímos com isto que, de certa forma, estas duas estruturas podem conversar entre si por vias químicas.  

E é desta comunicação entre o sistema nervoso que vem o esclarecimento de que os estresses e as alterações de humor podem interferir no couro cabeludo e no ciclo dos cabelos. Substâncias como a melatonina, serotonina e endorfinas produzidas em situações de tranquilidade, relaxamento e alegria favorecem o crescimento capilar enquanto o CRH (hormônio liberador de corticotrofina), a substância P e o NGF (fator de crescimento neural), produzidos em moemntos de maior estresse, ansiedade e tristeza podem provocar queda de cabelos. 

Se já existe uma predisposição para a queda de cabelo por conta de fatores genéticos, alimentares, infecciosos ou hormonais, é certo que quadro poderá ficar evidenciado na medida que o sistema nervoso libere substâncias químicas relacionadas a quadros de estresse ou ansiedade severos.

Por outro lado situações de relaxamento e de boa qualidade de vida podem desacelerar, por exemplo, uma queda genética, fazendo com que o paciente tenha mais sucesso em tratamentos capilares para este problema.

Na medida que os estudos avançam o conhecimento sobre novas substâncias químicas que envolvem a comunicação entre os folículos pilosos e o cérebro aumentam. Em virtude disto acredito que muito em breve nossa compreensão sobre as quedas capilares crescerá e os tratamentos ficarão ainda mais efetivos.

Atualmente já colhemos benefícios relacionados aos estudos sobre o tema. Entre eles saliento o melhor controle da relação estresse e couro cabeludo através da utilização de determinados aminoácidos como a tirosina, muito interessante quando utilizada no tratamento complementar da alopecia areata e da alopecia androgenética agravada pelo estresse. Outros aminoácidos como o triptofano, a adenosina e a lisina também tem seu devido papel em diferentes tipos de queda capilar agravados pela ansiedade, estresse ou alterações do humor. Quando bem indicados estes aminoáidos poderão ter papel fundamental nos cuidados capilares.

Ainda assim estamos apenas começando a conhecer esta forte relação entre o cérebro e os cabelos. Na medida que novos esclarecimentos aparecerem tenho certeza que os tratamentos capilares ficarão ainda mais eficazes.


Dr Ademir Júnior - CRM-SP: 92.693

Você que leu este texto pode achar interessante ler também em nosso Blog: O que significa a queda de cabelos para cada um de nós


voltar
••• unitri

Av Lavandisca, 741 - conj 25/26 Edifício New Office Center     Moema - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3864-3967 | (11) 5051-2568 | (11) 9495-4159