Textos e Mídia

Verão, sol e minha careca, uma situação trágica...
01/12/2009

Olá gente, recebi recentemente a visita em meu consultório de um paciente que me contou uma história trágica. Perguntei a ele se poderia transcrevê-la e publicá-la no site do Clube dos Carecas como exemplo do que pode acontecer com muitas pessoas que acabam esquecendo de cuidar de suas calvas no verão. Com aprovação total do cliente que pediu para não ser identificado e ainda corrigiu e acrescentou alguns outros detalhes, envio o texto na íntegra, para servir de alerta a todos os que lerem:

Tudo começou em um sábado no começo de dezembro. Tinha acabado de entrar de férias e andava meio que preocupado com meus cabelos que andavam caindo cada vez mais. Havia acabado de cortar com máquina 3 e passei, desde então, a adotar cabelos bem curtinhos.

Estava na praia, Guarujá, alguns amigos já estavam por lá e resolvemos nos encontrar para surfar bem cedo, antes mesmo do sol se levantar. Peguei a prancha e fui para o mar e depois de muitas ondas e de um amanhecer maravilhoso a luminosidade começou a incomodar. Estava na água há algumas horas e o reflexo do sol na água batia forte nos meus olhos que estavam sem proteção dos óculos escuros.

Mais ainda, como tinha saído cedo de casa, me esqueci do protetor solar e logo comecei a sentir na pele o calor ardente daquele dia. Não dei bola pra calvície, no ano anterior ainda tinha muito cabelo e cabelo mais comprido do que estava usando, o que me protegeu bastante. Fora que usava sempre boné, o que dava uma proteção ainda maior.

Em torno de uma 10 horas da manhã, com um calor que fazia ferver a areia da praia eu e meus amigos começamos e pensar em sair da água e procurar alguma coisa pra comer. A fome já entortava meu estômago. Foi nesta hora, que, quando tomei uma chuveirada na ducha da praia que percebi que meu couro cabeludo estava sensível. Meus amigos logo começaram a curtir comigo dizendo que minha calva tava mais vermelha que tomate. A dor aumentava à medida que o tempo passava, e mesmo com eu já na sombra percebi que meu couro cabeludo latejava. Em pouco tempo notei que algumas regiões do meu couro cabeludo começaram a ficar mais elevadas, como se a pele começasse a ficar empolada. Eram as primeiras e menores bolhas que começaram a aparecer, antes de se juntarem para formar uma bolha bem grande no meio do meu couro cabeludo.

Preciso dizer o que aconteceu depois? A bolha estourou no dia seguinte e deixou uma ferida enorme no topo de minha cabeça. Esta ferida demorou quase todo o mês de dezembro para cicatrizar, vindo a desaparecer por completo apenas depois do ano novo. Para minha tristeza não pude aproveitar meu novo penteado e tive que usar boné e protetor solar por todo o resto de minhas férias.

Hoje se saio de casa com sol, passo produtos no couro cabeludo que tem protegem da radiação ultravioleta e quando não os uso cubro minha calvície com um boné. Posso dizer que aquelas férias de verão foram as mais trágicas pelas quais passei.

LEIA MAIS:


Dr Ademir Júnior 
voltar
••• unitri

Av Lavandisca, 741 - conj 25/26 Edifício New Office Center     Moema - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3864-3967 | (11) 5051-2568 | (11) 9495-4159