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Textos e Mídia

Quebrando regras nos tratamentos da queda capilar
02/12/2009

É comum acreditarmos que devemos seguir rotinas, regras e protocolos. Nascemos e crescemos escutando pais, professores, amigos, profssionais e palpiteiros nos dizendo como devemos fazer nossas tarefas diárias, da hora que acordamos à hora que vamos deitar.

Em boa parte dos casos é fato que estas orientações nos ajudam. Um exemplo disto é seguir as orientações de nossos dentistas quanto à melhor forma de escovarmos e tratarmos de nossos dentes no dia-a-dia. São importantes também as regras matemáticas para a solução de problemas, condutas de etiqueta para que não venhamos a incomodar nossos vizinhos, e não sermos incomodados, entre milhares e milhares de outras que nos são apresentadas diariamente do dia em que chegamos ao dia em que deixamos este mundo.

Apesar das regras e protocolos serem extremamente importantes em inúmeras situações de nossas vidas, devemos saber que em alguns casos seguir sempre as regras ou protocolos demais pode ser algo que atrapalha em vez de ajudar.

Na medicina, por exemplos, a grade maioria dos tratamentos segue um modelo. Este modelo será compatível com a grande maioria da população e ajudará muitos  médicos a solucionarem os problemas de uma boa parte dos seus pacientes.

Por outro lado, com o passar do tempo, a experiência nos mostra que as diferenças individuais são mais importantes e frequentes do que parecem e nem sempre teremos dois pacientes, mesmo que sejam irmãos de sangue, respondendo a ao mesmo tratamento da mesma forma.

Quando comecei a trabalhar com queda de cabelos recebi em minha clínica duas irmãs interessadas em tratar suas quedas. Com diagnóstico idêntico para as duas e reconhecendo que estas tinham apenas 1 ano 2 meio de diferência de idade, que trabalhavam no mesmo lugar e tinham hábitos realmente muito parecidos, parecia ser claro que responderiam bem ao mesmo tipo de tratamento.

O resultado catastrófico mostrou que uma teve resposta extremamente significativa rumo à recuperaçào de seus cabelos. A outra por sua vez não se adaptou ao tratamento e, ao contrário, parecia não responder com o mesmo sucesso.

Uma vez realizada a mudança no tratamento da paciente que não havia se adaptado à terapêutica inicial, pude concluir que a escolha medicamentosa desta era realmente muito diferente da que estava utilizando a outra irmã. Mesmo tendo sido as duas acometidas pelo mesmo problema. Para aquela que precisei mudar o tratamento o sucesso chegou mais tarde, provavelmente por conta desta não adaptação ao tratamento inicial.

Disso tudo um aprendizado, há sempre mais que uma forma de resolver o mesmo problema em medicina. Mesmo que este pareça ser idêntico a muitos outros que já foram diagnosticados antes. Sendo a medicina uma ciência que deve ser aplicada de forma personalizada para cada caso, fugir de protocolos e buscar alternativas terapêuticas diferentes para o mesmo problema é a forma mais adequada de se chegar ao sucesso. E este só será alcançado quando o médico utilizar de bom senso, conhecimento e estudo.

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Dr Ademir Júnior
CRM-SP: 92.693
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