Textos e Mídia

A importância do estilo de vida atual no aparecimento de um maior numero de casos de calvície ou queda capilar
26/01/2010

Não é de agora que percebo que quedas de cabelos costumam ser freqüentes em momentos do maior estresse. Há pessoas que, em virtude de terem em sua genética uma programação que facilite o desenvolvimento da calvície,  acabam sofrendo mais quando eventos estressantes são vivenciados. Nos que não apresentam genética definida para o problema, a queda de cabelo pode ocorrer, mas de forma mais amena.

Há algum tempo faço levantamentos relacionando os pacientes que atendo, os e-mails que recebo e posso afirmar que os níveis de ansiedade, estresse e angustia podem interferir no ciclo fisiológico dos cabelos causando mais perda.

Com isto cada vez mais atendo executivos, profissionais de diretoria de grandes empresas e funcionários de bancos ou da área de informática que se envolvem cada vez mais com a obrigação atual pela busca de resultados, alcance de metas, crescimento de mercado e geração de lucros.

Na medida que as cobranças aumentam fica maior a chance de se evoluir com a perda capilar e de se desenvolver processos como seborréia, ou dermatite seborréica que, via de regra, acompanham a perda de cabelos.

Mesmo não sendo apenas estes os profissionais que sofrem com a queda de cabelos, a tendência natural é que viver sob forte tensão facilita e acelera o processo de rarefação dos cabelos.

Para aqueles que não conseguem entender o porque de ficar calvos por conta do estresse, o processo pode ser facilmente explicado.

Há inúmeras substâncias químicas produzidas por células do sistema nervoso ou por nossas glândulas endócrinas que favorecem a interrupção da fase de crescimento dos fios. Entre elas os mediadores químicos conhecidos como: substância P e o fator de crescimento neural (NGF), além de hormônios como o CHR, o cortisol, e os hormônios masculinos produzidos em maior quantidade em momentos em que estamos mais estressados. Qualquer uma destas substâncias ou um conjunto delas pode fazer com que os cabelos parem de crescer e subitamente comecem a cair.

Como a natureza é sábia e nosso corpo respeita uma tendência natural de buscar fontes de energia para que os órgãos do nosso corpo que tem função mais vital continuem trabalhando. Não preciso dizer que as substâncias químicas e os hormônios do parágrafo anterior acabam por agir como facilitadores para a captação da energia dos cabelos que seráo direcionadas ao coração, cérebro, rim, pulmões, fazendo com que os fios parem de crescer.

Se há uma forma ideal de manter os cabelos sem que o estresse interfira negativamente para levar a quedas capilares, esta forma é estimular o paciente a buscar fora do trabalho o equilíbrio perdido com toda a tensão que acaba por sofrer.

Higiene mental é a porta secreta e inicial para estes casos e para isto indicamos: lazer com a família ou amigos, atividades físicas, técnicas de relaxamento, esportes de auto-superação, leitura, dança, caminhadas, refeições leves e equilibradas, assim como boas noites de sono.

Se estas mudanças de hábitos não forem suficientes para recuperar o equilíbrio e reduzir a queda capilar, minha sugestão é que se procure um medico para cuidar dos cabelos e que possa encontrar o arsenal medicamentoso mais adequado para a solução do problema.

Dr Ademir Júnior – Tricologista (Especialista em Cabelos)

CRM-SP: 92.693

 

 

voltar
••• unitri

Av Lavandisca, 741 - conj 25/26 Edifício New Office Center     Moema - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3864-3967 | (11) 5051-2568 | (11) 9495-4159